Isotretinoína: quando fazer laser e peeling

Laser fracionado, peeling e dermoabrasão têm recuperações e intervalos diferentes durante ou após o uso de isotretinoína.

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Peelings superficiais e lasers fracionados podem ser considerados durante o tratamento ou após o término da isotretinoína, conforme a área, a acne e a recuperação da pele. Para dermoabrasão de face inteira, dermoabrasão mecânica com aparelhos rotatórios ou laser totalmente ablativo na face inteira ou em áreas fora dela, a Academia Americana de Dermatologia (AAD) recomenda aguardar o término do medicamento e os seis meses seguintes.1, 2, 4, 5

Lasers fracionados e peelings superficiais

O fracionado ablativo remove tecido em colunas microscópicas; o não ablativo aquece a derme sem retirar a camada superficial. A pele entre as colunas favorece a recuperação. Fissuras, irritação persistente ou acne muito inflamada na área levam a reavaliar o momento antes de tratar a sequela.

Para peelings, a profundidade faz diferença. O consenso brasileiro admite peelings superficiais e médios durante ou após a isotretinoína, mas exclui os profundos desse grupo e não fixa um número de meses para liberá-los. Se a proposta for um peeling profundo, o intervalo precisa ser definido para essa técnica, considerando a recuperação da pele e o histórico de cicatrização.3, 1, 2, 5, 6

A recuperação varia com a intensidade e o campo tratado: a abordagem fracionada tende a ser gradual e pode exigir mais de uma sessão; o laser totalmente ablativo remove uma superfície contínua maior, que precisa se refazer por inteiro.

Dermoabrasão e laser ablativo extenso

A dermoabrasão mecânica remove camadas de modo amplo; o laser totalmente ablativo vaporiza uma superfície contínua. A recomendação de espera abrange a face inteira e também o uso desse laser fora do rosto. A espera nessas técnicas busca reduzir a possibilidade de cicatrização anormal e cicatrizes permanentes após uma ferida extensa. Nos procedimentos fracionados ou superficiais, o planejamento segue a recuperação da área e os critérios descritos acima.4, 1

Para a indicação e o acompanhamento do medicamento, veja isotretinoína para acne; para escolher o procedimento pelo formato da marca, consulte as opções para cicatrizes.

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Referências

  1. Spring LK, Krakowski AC, Alam M, et al. Isotretinoin and Timing of Procedural Interventions: A Systematic Review With Consensus Recommendations. JAMA Dermatology. 2017;153(8):802–809. PubMed.
  2. Waldman A, Bolotin D, Arndt KA, et al. ASDS Guidelines Task Force: Consensus Recommendations Regarding the Safety of Lasers, Dermabrasion, Chemical Peels, Energy Devices, and Skin Surgery During and After Isotretinoin Use. Dermatologic Surgery. 2017;43(10):1249–1262. PubMed.
  3. Hantash BM, Bedi VP, Chan KF, Zachary CB. Ex vivo histological characterization of a novel ablative fractional resurfacing device. Lasers in Surgery and Medicine. 2007;39(2):87–95. PubMed.
  4. Reynolds RV, Yeung H, Cheng CE, et al. Guidelines of care for the management of acne vulgaris. Journal of the American Academy of Dermatology. 2024. Diretriz AAD.
  5. Kandhari S, Thomas J, Khunger N, et al. Expert Consensus on the Rational Approach to Isotretinoin Usage for Effective Management of Acne: ERAISE ACNE Recommendations. Dermatology and Therapy. 2026;16:2607–2638. Texto completo.
  6. Bagatin E, et al. Consensus on the use of oral isotretinoin in dermatology — Brazilian Society of Dermatology. An Bras Dermatol. 2020;95(Suppl 1):19–38. Tabela 3.