Mancha ou cicatriz de acne: como distinguir e tratar

Marcas de cor e alterações do relevo têm tratamentos diferentes; o exame identifica quais componentes coexistem na pele.

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Mancha de acne altera a cor; cicatriz muda o relevo. Entre as marcas planas, o castanho corresponde a pigmento e o rosado ou vermelho pode ser vermelhidão residual da inflamação. Clareadores são ativos que reduzem o pigmento da mancha; para corrigir uma depressão, o tratamento precisa atuar no tecido.1

O que a cor e o relevo sugerem

  • Plano e rosado ou vermelho: pode ser vermelhidão residual após a inflamação da espinha.
  • Plano e castanho, marrom ou acinzentado: costuma corresponder à hiperpigmentação pós-inflamatória. A tonalidade varia com a profundidade do pigmento e o tom natural da pele.
  • Afundado: sugere perda ou retração de tecido. A depressão pode ser estreita e profunda, ter bordas definidas ou formar uma ondulação ampla.
  • Elevado e firme: pode ser cicatriz hipertrófica ou queloide, formados por excesso de colágeno. A hipertrófica fica nos limites da lesão inicial; o queloide cresce além deles.9

A luz difusa facilita comparar a cor; a luz lateral evidencia bordas e depressões. Durante a avaliação, esticar a pele ajuda a observar quanto a depressão se modifica; algumas cicatrizes têm fibras aderidas ao tecido de baixo. Vermelhidão, pigmento e cicatrizes podem coexistir na mesma área.1

Como a diferença muda o cuidado

Marcas planas podem perder intensidade depois que a inflamação desaparece. Uma mancha apenas alguns tons mais escura que a pele costuma clarear em seis a doze meses; quando o pigmento está mais profundo, pode persistir por anos. Esses prazos se referem ao pigmento, não à vermelhidão residual nem às depressões.11

Controlar a acne reduz novas manchas; proteção solar ajuda a impedir que áreas pigmentadas escureçam. Ativos tópicos como ácido azelaico ou retinoides podem ser considerados para acne e hiperpigmentação, conforme o tipo de pele e a tolerância; a introdução gradual e o ajuste da formulação ajudam a controlar irritação, que pode prolongar a marca. Nos procedimentos a laser para manchas ou cicatrizes, pele escura ou histórico de escurecimento após inflamação pode levar à escolha de uma modalidade menos agressiva, com atenção à fotoproteção antes e depois.2, 7

Quando predomina vermelhidão persistente depois que a espinha desinflamou, aumentar o clareador não trata o mesmo alvo. Um laser vascular, como o de corante pulsado, pode ser considerado para reduzir essa cor residual; o exame verifica se restou apenas uma área plana avermelhada ou se há espinhas elevadas, com pus ou nódulos, que ainda precisam de tratamento da acne.10, 8

Para depressões, microagulhamento e lasers de remodelação estimulam a formação de colágeno durante a recuperação, tornando o relevo menos marcado de forma gradual e parcial. Quando a pele está presa ao tecido de baixo, uma liberação cirúrgica pode levantar a depressão; cicatrizes pequenas e profundas podem exigir retirada localizada e fechamento com pontos. A técnica depende do formato e da profundidade da cicatriz. 6

Cicatrizes elevadas podem ser tratadas com injeções de corticosteroide ou laser para reduzir o excesso de tecido; queloides podem voltar e frequentemente precisam de combinação de tratamentos. A correção das depressões costuma começar depois que a acne está controlada. Quando coexistem cor e relevo, cada componente pode ser tratado em etapa própria.3

Quando a marca tem outro padrão

Uma marca que cresce, muda de forma ou cor, sangra ou forma crosta sem cicatrizar precisa ser examinada antes de clareadores ou procedimentos.5 A avaliação clínica verifica pigmento, vasos, inflamação e textura; dermatoscopia pode ajudar a analisar uma lesão pigmentada com padrão atípico.4

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Referências

  1. American Academy of Dermatology. Acne scars: Signs and symptoms. AAD.
  2. American Academy of Dermatology. Adult acne treatment dermatologists recommend. AAD; AAD. How to care for your skin after acne scar treatment. AAD.
  3. Kim EY, Wong JH, Hussain A, Khachemoune A. Evidence-based management of cutaneous scarring in dermatology part 2: atrophic acne scarring. Arch Dermatol Res. 2023;316(1):19. PubMed.
  4. American Academy of Dermatology. Melanoma: diagnosis and treatment. AAD.
  5. American Academy of Dermatology. Skin cancer: symptoms, diagnosis, and causes. AAD.
  6. American Academy of Dermatology. Acne scars: Consultation and treatment.
  7. Mayo Clinic. Laser resurfacing.
  8. Park KY, et al. Comparison of fractional nonablative laser and pulsed dye laser for facial erythema resulting from acne. J Cosmet Laser Ther. 2014;16(3):120–123.
  9. DermNet. Keloid and hypertrophic scar.
  10. American Academy of Dermatology. How to treat different types of acne.
  11. American Academy of Dermatology. How to fade dark spots in darker skin tones.