Cicatriz antiga de acne: resposta e escolha do tratamento

Cicatrizes antigas podem melhorar; o relevo, as aderências e a técnica escolhida orientam como tratar e acompanhar a mudança.

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Uma cicatriz antiga de acne ainda pode melhorar com tratamento. Cicatrizes mais recentes podem ter uma resposta maior a determinadas tecnologias, mas o tempo de existência é apenas uma parte da previsão. Formato, profundidade e aderência mostram o que precisa ser corrigido, inclusive em uma depressão presente há anos. Já uma marca plana vermelha ou castanha pode ser alteração pós-inflamatória, que costuma clarear gradualmente e tem outro alvo de tratamento.1, 4

O que muda entre uma marca recente e uma cicatriz antiga

Nos meses depois da acne, vermelhidão e pigmentação podem mudar bastante sem que exista um buraco na pele. Na cicatriz atrófica, há perda de tecido e, às vezes, faixas fibrosas puxando a superfície para baixo. A luz lateral mostra as sombras do relevo; o estiramento suave ajuda a distinguir uma ondulação que se nivela de uma depressão que conserva bordas profundas. Essas manobras, junto da palpação, mostram a estrutura a tratar.2, 5

Quanto o tempo da cicatriz pesa na resposta

Uma cicatriz formada há muitos anos ainda pode responder à liberação de aderências e à remodelação de colágeno. Em cicatrizes mais recentes, a resposta ao laser fracionado pode ser maior; a duração ajuda a estimar a resposta, mas não define um prazo de validade para tratar. Para uma depressão antiga e estável, o ganho esperado vem de modificar o relevo que permaneceu.3, 4

Qual técnica trata cada tipo de cicatriz

Formato e aderência guiam a técnica, inclusive nas cicatrizes antigas. Depressões largas e onduladas, chamadas rolling, podem estar presas por faixas fibrosas. A subcisão libera essas faixas por baixo da pele.

Orifícios estreitos e profundos, do tipo ice pick, podem receber TCA CROSS: uma aplicação médica pontual de ácido tricloroacético dentro de cada cicatriz, para estimular reparo naquele trajeto. Em algumas depressões profundas com bordas verticais, do tipo boxcar, uma pequena cirurgia com punch eleva ou retira o fundo cicatricial. Já bordas rasas e irregularidade espalhada podem ser suavizadas por laser fracionado, que cria pequenas áreas de reparo, ou microagulhamento, que usa perfurações finas para estimular colágeno. Assim, uma cicatriz funda pode precisar de correção focal antes de melhorar a superfície ao redor.3, 5, 6

Como o tratamento é organizado

Depois de uma subcisão, a depressão pode ficar mais solta e ainda apresentar bordas marcadas. Cicatrizes mistas frequentemente precisam de mais de uma etapa, com tempo para a pele cicatrizar e o colágeno se reorganizar antes de avaliar se outra modalidade acrescenta benefício. A meta é suavizar sombras, profundidade e contraste do relevo; parte da cicatriz pode permanecer.

Na subcisão, costuma-se reservar pelo menos um mês entre sessões para acompanhar a resposta. No laser fracionado ablativo, a remodelação pode continuar por três a seis meses após a aplicação; por isso, a aparência dos primeiros dias ainda não representa o resultado dessa etapa.8, 9, 3

Ao longo da remodelação e após a recuperação, compara-se a mesma área e iluminação para verificar se a depressão ficou menos funda ou a borda mais suave. O próximo passo mira a estrutura residual: aderência, profundidade ou superfície. O guia de tratamentos para cicatrizes de acne explica como cada alvo muda a sequência.

Quando a acne ativa muda o tratamento

Cravos e lesões inflamadas ainda ativas podem formar novas marcas enquanto as cicatrizes antigas são tratadas. Controlar a acne reduz esse risco. No microagulhamento, por exemplo, espinhas dolorosas, com pus ou profundas na região levam a esperar que essas lesões melhorem antes de tratar as cicatrizes.7 Marcas planas de cor são avaliadas separadamente, mesmo quando o procedimento escolhido também pode melhorar a tonalidade. Para separar esses achados, veja como distinguir mancha e cicatriz.

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Referências

  1. American Academy of Dermatology. Acne scars: Signs and symptoms. AAD.
  2. American Academy of Dermatology. Acne scars: Signs and symptoms e Consultation and treatment. Sinais; tratamento.
  3. Kim EY, Wong JH, Hussain A, Khachemoune A. Evidence-based management of cutaneous scarring in dermatology part 2: atrophic acne scarring. Arch Dermatol Res. 2023;316(1):19. PubMed; Salameh F, et al. Energy-based devices for the treatment of Acne Scars: 2022 International consensus recommendations. PubMed.
  4. Yan C et al. Prognostic Factors Associated with Clinical Improvement Following Energy-Based Device Treatment in Thai Patients with Atrophic Acne Scars. Dermatol Ther (Heidelb). 2025. PubMed.
  5. Tahiliani S et al. Practical Aspects of Acne Scar Management: ASAP 2024. Cureus. 2024;16(3):e55897.
  6. Faghihi G et al. Efficacy of Punch Elevation Combined with Fractional Carbon Dioxide Laser Resurfacing in Facial Atrophic Acne Scarring: A Randomized Split-face Clinical Study. Indian J Dermatol. 2015;60(5):473–478.
  7. American Academy of Dermatology. Microneedling can fade scars, uneven skin tone, and more.
  8. DermNet. Subcision.
  9. Société Française des Lasers en Dermatologie. Treatment by ablative fractional laser.