Sulco nasogeniano: como pele, volume e expressão mudam o tratamento

A dobra entre o nariz e a boca pode refletir anatomia, perda de suporte ou flacidez. O componente que predomina orienta o tratamento do sulco, da bochecha ou da qualidade da pele.

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O sulco nasogeniano é a transição entre a bochecha e a região ao redor da boca. Quando se aprofunda, pode refletir uma dobra local, perda de suporte na região das bochechas, flacidez da pele ou movimento do sorriso. Esses componentes orientam se o tratamento será na dobra, na bochecha ou na qualidade da pele.

O que a forma do sulco revela

A observação em repouso e durante o sorriso separa uma dobra anatômica estável de uma linha que se acentua com o movimento. A comparação do contorno das bochechas também importa: com a mudança de volume e posição dos compartimentos de gordura, a transição entre bochecha e região ao redor da boca pode ganhar uma sombra mais longa. Pele fina muda a nitidez da borda; flacidez acrescenta queda de tecido. Esses componentes costumam coexistir. Se a linha aparece sobretudo no sorriso, a avaliação precisa confirmar se também falta volume em repouso antes de propor preenchimento. A dobra participa do movimento normal da face. Quando não há depressão que incomode em repouso, pode-se manter essa característica sem acrescentar gel; o objetivo não precisa ser apagar a linha que surge ao sorrir.7, 1

Quando o ácido hialurônico ajuda

Uma depressão localizada, com elasticidade razoável da pele, pode responder ao preenchimento com ácido hialurônico. O gel ocupa espaço e retém água, suavizando a passagem entre as superfícies. O efeito é temporário, pois o material é reabsorvido; sua consistência e capacidade de sustentação variam entre produtos. Para uma dobra superficial e móvel, busca-se uma transição suave com a bochecha, que acompanhe o sorriso. Quando há perda de apoio da bochecha, pode ser mais coerente restaurar parte desse suporte e observar quanto a sombra do sulco diminui antes de decidir por correção direta.1, 2

A sessão começa com marcação do alvo e avaliação do contorno em repouso e em movimento. A aplicação é feita no consultório; anestésico pode fazer parte do produto ou ser usado na região, e a sensação costuma ser de pressão e pequenas picadas. Inchaço, sensibilidade ou pequenos hematomas podem aparecer nos primeiros dias e alterar temporariamente a forma. Quando o inchaço diminui, o contorno e o sorriso mostram o que restou: falta de volume pode justificar um ajuste; linha ligada ao movimento, à textura ou à queda da pele pede reavaliar esse componente.

Dor intensa ou crescente, pele muito pálida ou arroxeada em desenho de rede, ferida ou alteração da visão após preenchimento podem indicar redução do fluxo de sangue. Procure imediatamente a equipe que aplicou ou, sem acesso rápido, um serviço de urgência. Alteração da visão exige atendimento de emergência.4

Quando outro alvo pede outro tratamento

Quando pequenas linhas ficam gravadas na pele sobre o sulco, o laser fracionado trata pequenas áreas da pele, intercaladas com pele preservada, para renovar a superfície e suavizar esse componente de textura.10, 5 Para perda leve a moderada de firmeza, radiofrequência ou ultrassom microfocado produzem aquecimento e remodelação gradual dos tecidos. Na aplicação externa, o aparelho encosta na pele e a firmeza é acompanhada nos meses seguintes.8, 3 Já uma bochecha que desceu com excesso importante de pele pede avaliação de reposicionamento cirúrgico. A cirurgia reposiciona tecidos e retira pele excedente; o novo contorno é avaliado depois que o inchaço diminui.9, 6

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Referências

  1. Trévidic P, Kaufman-Janette J, Weinkle S, et al. Injection Guidelines for Treating Midface Volume Deficiency With Hyaluronic Acid Fillers: The ATP Approach. Aesthetic Surgery Journal. 2022;42(8):920–934.
  2. U.S. Food and Drug Administration. Dermal Fillers (Soft Tissue Fillers).
  3. Alhaddad M, Wu DC, Bolton J, et al. A Randomized, Split-Face, Evaluator-Blind Clinical Trial Comparing Monopolar Radiofrequency Versus Microfocused Ultrasound With Visualization for Lifting and Tightening of the Face and Upper Neck. Dermatologic Surgery. 2019;45(1):131–139.
  4. Murray G, Convery C, Walker L, Davies E. Guideline for the Management of Hyaluronic Acid Filler-induced Vascular Occlusion. Journal of Clinical and Aesthetic Dermatology. 2021;14(5):E61–E69.
  5. Grewal SK, Ortiz A. Perioral Rejuvenation in Aesthetics: Review and Debate. Clinics in Dermatology. 2022;40(3):265–273. doi:10.1016/j.clindermatol.2021.11.010.
  6. American Society of Plastic Surgeons. Facelift Surgery.
  7. Dusseldorp JR, et al. Nasolabial fold dynamics: Implications for facial paralysis and facial reanimation surgery. Orthod Craniofac Res. 2021;24(1):62–69.
  8. American Academy of Dermatology. Many ways to firm sagging skin.
  9. American Society of Plastic Surgeons. Facelift procedure steps.
  10. DermNet. Fractional laser treatment.