A dermatite seborreica é um problema de pele comum e benigno que pode afetar bebês, adolescentes e adultos. Isso faz com que a pele fique vermelha, oleosa, escamosa e com coceira.

No couro cabeludo, é comumente denominado como caspa. A dermatite seborreica também pode afetar áreas como a face, as orelhas, a virilha, o peito e as costas.

Quais são os sintomas e sinais da dermatite seborreica em recém-nascidos?

Em bebês, a dermatite seborreica pode causar cascas escamosas e espessas no couro cabeludo. Isso também é conhecido como “crosta láctea”.

Aplicação de azeite de oliva por uma ou duas horas, com posterior lavagem utilizando um xampu suave pode ser útil na remoção da pele descamada.

A dermatite seborreica pode afetar as área de pele que ficam em contato com as fraldas e precisa ser diferenciada de outros tipos de assaduras. Os bebês geralmente se curam dessa enfermidade.

Quais são os sintomas e sinais da dermatite seborreica em adultos?

A dermatite seborreica geralmente causa a caspa do couro cabeludo. Além disso, ela também pode afetar outras áreas ricas em glândulas sebáceas – como as sobrancelhas, as laterais do nariz, as bochechas, os canais auriculares, o peito e as costas. As áreas afetadas ficam rosa e descamam.

Embora esta doença não seja grave, muitas vezes ´r irritante e tende a recorrer, mesmo após o tratamento.

O que causa a dermatite seborreica?

A causa não é totalmente conhecida. A doença é comum em pessoas com pele e cabelos oleosos.

Acredita-se que o fungo Malassezia se multiplique nas glândulas sebáceas, levando à inflamação (vermelhidão e coceira) e superprodução de células da pele (descamação). A maioria dos casos não ocorre por nenhum motivo óbvio.

Contudo, pessoas com distúrbios do sistema imunitário, como por exemplo: infecção pelo HIV; doenças neurológicas – como a doença de Parkinson; acidente vascular cerebral; doença cardíaca ou sob estresse são mais propensas ao seu aparecimento e podem ter consequências mais graves. O clima mais frio e o estresse podem iniciar um surto.

Como descobrir que tenho dermatite seborreica?

A doença tem um quadro clínico característico e ocorre em alguns lugares mais específicos. Casos leves podem ter apenas o aparecimento de caspa, às vezes com descamação nos canais auditivos ou atrás das orelhas. Seu dermatologista pode te ajudar na conclusão do diagnóstico.

A dermatite seborreica pode mimetizar outras patologias que causam vermelhidão e descamação da pele, tais como: psoríase, eczema, infecção por fungos na pele e no couro cabeludo (micose), rosácea, lúpus e erupção cutânea por causa medicamentosa.

A raspagem cutânea e a biópsia, assim como exames de sangue, podem ser realizados nos casos em que a erupção for extensa e não responder ao tratamento.

Quais são os tratamentos existentes para a dermatite seborreica?

Embora não exista cura ou prevenção para a dermatite seborreica, o tratamento pode controlar essa doença e melhorar seus sintomas. As medicações são geralmente antifúngicos, anti-inflamatórios ou queratolíticos (removem a descamação).

A dermatite seborreica do couro cabeludo é tratada através da lavagem de duas à três vezes por semana utilizando um shampoo anticaspa, que possua sulfeto de selênio, alcatrão de carvão, cetrimida, piritionato de zinco ou cetoconazol em sua composição.

A aplicação de azeite de oliva ou pomada de coco pode feita uma a duas horas antes da lavagem, ou permanecer em contato com a pele durante a noite, para remover as escamas grossas.

Para dermatite seborreica do corpo ou rosto, limpe duas vezes ao dia com um sabonete suave, podendo ser aplicada loção com esteroide ou com antifúngico suave nas erupções cutâneas. Os produtos contendo esteroides devem ser utilizados com moderação, pois podem causar sensibilização da pele.

Para dermatite seborreica muito grave e persistente, o médico pode prescrever uma terapia oral com antifúngicos.

Sobre o autor:

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CRM-SP: 156490 / RQE: 65521. Médica pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP/EPM). Residência Médica em Dermatologia pela UNIFESP. Pós-Graduação em Dermatologia Oncológica pelo Instituto Sírio Libanês (SP). Fellow em Tricologias, Discromias e Acne pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP). Pós-Graduação em Pesquisa Clínica pela Harvard Medical School – EUA (Principles and Practice of Clinical Research).

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