Impetigo: diagnóstico e tratamento da infecção na pele

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Impetigo é uma infecção bacteriana superficial e contagiosa. Na forma não bolhosa, pequenas pápulas ou bolhas rompem e deixam erosões cobertas por crosta amarelada, muitas vezes ao redor do nariz e da boca. Bolhas flácidas maiores sugerem impetigo bolhoso; uma ferida mais funda e ulcerada é ectima. A forma e a extensão orientam o tratamento.[1]

O exame diferencia as formas

O diagnóstico costuma ser feito pela aparência e evolução das lesões. O impetigo não bolhoso pode ser causado por estreptococo do grupo A, estafilococo ou ambos. A forma bolhosa é causada por toxinas do estafilococo. O ectima costuma ser doloroso e tem maior chance de deixar cicatriz.[1]

Herpes costuma formar pequenas bolhas agrupadas e dolorosas; eczema infectado também pode produzir crostas ou feridas. Coceira intensa à noite e lesões entre os dedos levantam a suspeita de escabiose; placas descamativas em anel sugerem micose.[6], [7] A cultura ajuda quando há recorrência, surto, apresentação extensa ou atípica, pois pode identificar a bactéria e orientar a próxima escolha.[1], [2]

Escolha do antibiótico

Para poucas lesões não bolhosas em uma área pequena, o médico pode escolher antibiótico tópico, como mupirocina, em um curso curto, geralmente de cinco dias, ajustado à extensão e à evolução.[2] Crostas podem ser amolecidas e removidas com delicadeza durante a higiene para o tratamento alcançar a pele.[1], [3]

Várias lesões, mais de uma região, ectima ou febre favorecem antibiótico oral. Na forma bolhosa, o antibiótico oral é recomendado mesmo em uma área pequena: as bolhas podem dificultar que o medicamento aplicado na pele alcance adequadamente a área infectada.[5][2] A escolha precisa cobrir estafilococos e estreptococos e considerar alergias, tratamentos recentes e resistência local; cefalexina pode ser uma opção. O curso costuma ser de cinco a sete dias, conforme o antibiótico e a resposta.[1], [3]

Com tratamento adequado, as lesões devem começar a melhorar nos primeiros dias. Se a pele piora ou não há melhora em dois a três dias, a reavaliação pode rever o diagnóstico e a extensão, confirmar a aplicação do medicamento e decidir se uma cultura ou outra escolha de antibiótico é necessária.[2]

Contágio e sinais de alerta

Enquanto houver feridas, lavar as mãos depois de tocar na pele e cobrir as áreas quando possível reduz transmissão para outras pessoas e para outras partes do corpo. Roupa, toalhas e lençóis usados devem ser lavados e não compartilhados durante a infecção. Para crianças, o guia brasileiro de antimicrobianos considera retorno à escola após 24 horas do início de terapia eficaz; a instituição pode orientar medidas adicionais.[1], [3]

Febre, dor importante ou vermelhidão que se expande pedem avaliação rápida porque podem indicar infecção mais profunda.

Urina escura, redução do volume urinário ou inchaço ao redor dos olhos nas semanas seguintes podem indicar glomerulonefrite pós-estreptocócica, uma inflamação renal incomum provocada pela resposta imune à infecção. Os sinais de possível inflamação renal precisam de avaliação no mesmo dia.[1], [4]

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Referências

  1. Centers for Disease Control and Prevention. Clinical Guidance for Group A Streptococcal Impetigo. Atualizado em 05/08/2025. CDC.
  2. NICE. Impetigo: antimicrobial prescribing, NG153. Recomendações de escolha e revisão do tratamento. NICE.
  3. Anvisa. Antimicrobianos na Prática Clínica: Guia para Atenção Primária à Saúde. Capítulo sobre impetigo. Guia da Anvisa.
  4. Centers for Disease Control and Prevention. About Post-Streptococcal Glomerulonephritis. Atualizado em 07/08/2025. CDC.
  5. NICE. Impetigo: antimicrobial prescribing, NG153. Justificativa para o tratamento da forma bolhosa. NICE.
  6. NHS. Scabies. Sinais e sintomas. NHS.
  7. NHS. Ringworm. Sinais e sintomas. NHS.